Com 100% de aproveitamento jogando em casa, no estádio Guilitte Coutinho, em Mesquita, o America busca a primeira vitória fora de casa no Campeonato Carioca série B. Os diabos, como são carinhosamente chamados pelos seus torcedores, vão até Cabo Frio, na região dos lagos, para conquistar a primeira vitória fora. O técnico Antônio Carlos Roy, que já dirigiu a equipe do Cabofriense em 2010, vê a equipe mandante com um bom elenco e sabe da dificuldade que o America vai enfrentar:
"Vamos enfrentar uma equipe motivada, dirigida pelo Dário Lourenço, um técnico que conhece os atalhos da Série B. É um profissional experiente e competente, mas vamos tentar aproveitar o momento deles e obrigá-los a sair para o jogo, nos dando a possibilidade de jogar no contra-ataque", disse Roy, que pretende repetir a escalação da última partida, quando a equipe se houve bem na parte defensiva:
"Tomamos um gol que nasceu de um pênalti inexistente. Nos seis jogos que fizemos até agora, somente contra o Sampaio Corrêa fomos pressionados em algum momento da partida. Nas outras cinco partidas, o America poderia ter conseguido o resultado positivo. Cometemos erros infantis, mas com três zagueiros a equipe passa a ter maior consistência na defesa, dando tranquilidade para a equipe atacar. Vamos buscar os primeiros três pontos fora de casa, sabendo que a Cabofriense tem jogadores importantes como Edvaldo, Diego Sales e Têti", finalizou Roy.
O elenco treinou na tarde desta sexta-feira e os jogadores selecionados para o jogo, partem no início da tarde do próximo sábado, dia 3, para o duelo contra o clube do litoral.
O America ocupa atualmente a segunda colocação do grupo B com 10 pontos.
Por Gustavo Henrique Metello
Uma rodada atípica. Foi assim que Flamengo, Fluminense e Vasco estrearam no segundo turno do futebol carioca, ambos sem conseguir resultados expressivos ou, ao menos, vitórias. Passada a euforia que rondou as semifinais e final da Taça Guanabara, semana passada, em que os quatro grandes estiveram presentes, e o Fluminense se sagrou campeão após 19 anos, a empolgação das grandes equipes parece ter ficado de lado.
O Fluminense poupou todo o seu time titular, contra o Resende, por motivos compreensíveis. Na próxima quarta, o Tricolor Carioca enfrenta o Boca Juniors, no estádio La Bombonera pela segunda rodada da Taça Libertadores. Com isso, a equipe que Abel Braga mandou à campo, sofreu pela falta de entrosamento e ansiedade que aflorou desde os minutos iniciais. Marcel, meia do Resende, logo aos 5 minutos abriu a contagem para a equipe do Vale do Paraíba.
O Flu bastante inseguro e mostrando uma falta de ritmo considerável, chegou ao empate em um chute rasteiro, cruzado e indefensável de Rafael Sóbis. Apesar do clube ter esmagadora posse de bola e dominar as ações ofensivas em boa parte do jogo, as falhas da zaga e do goleiro, Ricardo Berna, acabaram suscitando no resultado negativo.
Em uma bola cruzada a meia altura por Marcel, a zaga do Flu não conseguiu cortar e sobrou para o atacante Marcelo Régis que só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes. Esse foi o primeiro revés do Fluminense para o Resende em sua história.
Em São Januário, o clima era de reabilitação. Tudo porque, o Vasco, vice-campeão da Taça Guanabara, foi à campo medir forçar contra o Bonsucesso, tradicional clube da zona Norte do Rio, tentando esquecer a derrota para o Fluminense que culminou no título do rival.
O Cruz-maltino, que apesar de estar na Libertadores assim como o Fluminense, optou por atuar com o time principal, e o resultado não foi nada agradável. Alecsandro, logo aos 2 minutos, deu indícios de que a vitória do Vasco viria de forma tranquila. Em Cruzamento vindo da direita, o centroavante só teve trabalho de escorar para o gol. No segundo tempo, o Vasco mudou de uniforme. Cristóvão Borges lançou Felipe em campo, que após jogada de Juninho, tocou no canto para ampliar a vantagem do Vasco. A partir daí, veio a acomodação. O Bonsucesso não tomou conhecimento do Clube da Colina e fez o que o restava, atacar. Primeiro, em uma falta cobrada por Diogo, que atravessou toda a grande área, a bola foi diretamente morrer nas redes. Depois numa bela troca de passes na entrada da área até a conclusão de Marco Goiano. O Bonsucesso empatava o jogo que ganhava tons de dramaticidade. O Vasco não conseguiu voltar a frente do placar e o jogo terminou tudo igual. Vale a pena ressaltar que Vasco e Bonsucesso fizeram a final do Campeonato Carioca de 1924, com o Gigante da Colina levando a melhor por 1 a 0 e se sagrando campeão.
Por fim, no jogo final da noite, o Flamengo fez 1 a 0 no Boavista, de Saquarema, mas acabou sendo surpreendido e derrotado de virada, o que não acontecia para times de menor investimento no Campeonato Carioca desde 2009, quando foi eliminado nas semifinais da Taça Guanabara, perdendo de 3 a 1 para o Resende. Da mesma maneira que aconteceu com o Vasco, o time comandado por Joel Santana, carinhosamente chamado de Papai Joel, dominava o jogo e foi se desarrumando aos poucos. Willians, volante rubro-negro, sofreu uma entrada criminosade Tony e foi substituído por Maldonado, que no final do primeiro tempo cometeu um pênalti que ocasionou no empate do Boavista.
No segundo tempo, veio o lance mais polêmico do jogo. Em cobrança de escanteio de Paulo Rodrigues, o lateral Sheslon desviou levemente com a mão, alterando a trajetória da bola e impedindo o goleiro Felipe de rebatê-la. O gol foi assinalado pelo árbitro Felipe Gomes da Silva. Após a confusão, o Flamengo pressionou durante todo o restante do segundo tempo. No fim, Renato Abreu e o goleiro do Boavista trocaram tapas e foram expulsos. Como o time de Saquarema já havia feito as três substituições, o volante Leandro Teixeira assumiu o posto de número 1 da equipe. Faltam apenas alguns minutos e mais descontos para o final do jogo mas o jogador conseguiu manter o resultado e segurar a pressão. O Flamengo vai buscar sua primeira vitória na Taça Rio diante do Duque de Caxias, às 18h30, próximo Domingo, no estádio Claúdio Moacyr, enquanto o Boavista duela contra o Macaé, às 16h,em Bacaxá.
Por Gustavo Henrique Metello
Aos 62 anos e com vários problemas de saúde, João Faria da Silva, o Russão, morreu na manhã desta terça-feira no Rio de Janeiro. O líder e fundador da torcida Folgada do Russão, no início dos anos 80, e símbolo alvinegro nas arquibancadas sofria de diabetes. Por conta da doença, ele teve que amputar a perna direita, o que o fazia se locomover através de cadeira de rodas.
Russão, que sempre foi um torcedor que esteve presente em praticamente todos os jogos do Botafogo no Rio de Janeiro e diversos fora, continuou a colaborar com o time apesar do momento adverso de saúde que vivia e dos problemas financeiros que o dificultavam a combater a doença. Recentemente, o ilustre torcedor apoiou o atual presidente do clube, Maurício Assumpção, na chapa em que se reelegia à presidência do alvinegro.
O Botafogo de Futebol e Regatas emitiu em seu site oficial uma nota lamentando o ocorrido e decretou luto oficial de três dias em homenagem à Russão, hasteando as bandeiras a meio mastro.
Na próxima quinta-feira, dia 1 de Março, o glorioso vai até Campos onde enfrenta o Americano pela primeira rodada da Taça Rio. Será respeitado 1 minuto de silêncio antes da partida em respeito à morte de Russão.
Por Gustavo Henrique Metello